Como calcular o capacitor adequado para seu motor.


Capacitor é um dispositivo capaz de acumular cargas elétricas quando uma diferença de potencial é estabelecida entre seus terminais. A capacitância dos capacitores, por sua vez, é a medida de quanta carga o dispositivo é capaz de acumular para uma determinada diferença de potencial, essa medida é dada em Farad.
Os capacitores, geralmente, são produzidos de forma simples, formados por duas placas condutoras paralelas, chamadas de armaduras, que podem ou não ser preenchidas com um meio altamente dielétrico (isolante).
Os capacitores podem ser usados em diversas situações como em placas  eletrônica, mas hoje vamos aborda o uso e dimensionamento do capacitor na partida de um motor monofásico de indução.

Como calcular o capacitor?

Para calcular a capacitância (Farad) de um capacitor que é usado em um motor elétrico de indução monofásico, é fundamental saber duas informações importantes sobre o motor, a tensão (E) de funcionamento e a corrente (A) de funcionamento. Sabendo estas duas informações podemos descobrir qual é o capacitor ideal para nosso motor bastando apenas realizar dois cálculos simples!

Calculo 01:

Neste primeiro cálculo vamos descobrir qual é a reatância indutiva e para quem não sabe, a reatância indutiva é a resistência da bobina do seu motor. Neste caso, vamos descobrir qual a resistência da bobina do motor através de um cálculo que é a tensão (E) dividida pela corrente (A), ou utilizando o multímetro na escala de ohm (Ω) e verificando a resistência da bobina.
Para facilitar o entendimento de vocês, vamos usar de exemplo um motor que tenha as seguintes informações:

Tensão de funcionamento – 220V
Corrente de funcionamento – 4A
A reatância indutiva é representada na fórmula por XL, assim como mostra a imagem abaixo! E para descobrir qual é o seu valor basta dividir a tensão pela corrente, no caso do nosso exemplo é 220 divido por 4, que é igual a 55Ω.


Usamos  porque a reatância indutiva é uma resistência, e a unidade de resistência é ohm! 
Continuando o cálculo e com a reatância indutiva definida em 55, agora vamos encontrar a capacitância. Para isso vamos usar outra fórmula muito simples.

Calculo 02:

A capacitância é representada na fórmula por C, assim como mostra a imagem abaixo! Veja que a capacitância é igual a 1, dividido por 2xPIxfrequênciaxreatância indutiva. Caso você não saiba, PI é uma constante que vale 3,14. Então, multiplicando por 2 teremos 6,28 e a nossa frequência é 60Hz, e a reatância indutiva que calculamos é 55.



Sendo assim, podemos usar um capacitor com a capacitância próxima à 48µF (microfarad).
Portanto, para escolher o capacitor de qualquer outro motor, basta alterar os valores da tensão e corrente de funcionamento.


E lembre-se, antes de iniciar qualquer trabalho, seja na fábrica ou em casa, segurança vem em primeiro lugar. Na dúvida, pare! Pratique NR10 sempre!





O FALSO EFEITO BRINELL EM ROLAMENTOS DE MOTORES ELÉTRICOS



Uma tarefa de fundamental importância para quem deseja ser um profissional atuante em Manutenção Centrada em Confiabilidade é a Análise de Falhas. O processo de Análise de Falhas consiste em analisar a ocorrência de um determinado problema, sua severidade e encontrar a sua causa raiz. Ou seja, a causa cabal que levou a incidência de tal falha.

Hoje com um mercado de trabalho bem exigente o eletrotécnico ou o eletricista tem que corrigir a falha do seu equipamento e eliminar a causa raiz desta falha. Então é de fundamental importância  conhecer e identificar uma das falhas mais corriqueiras que assolam os rolamentos de motores elétricos. Essa falha quando não identificada a tempo e a não correção da causa raiz, chega a alguns casos a danificar completamente o motor elétrico. Hoje iremos conhecer um pouco do Efeito falso Brinell e o que causa este efeito.

  •  Efeito Brinell o que é:
Efeito Brinell  é o permanente recuo de uma superfície dura. Existe uma escala de Brinell de dureza , em que uma pequena bola (esfera) é empurrado contra uma superfície dura com um nível predefinido de força, e a profundidade e o diâmetro da marca indica a dureza Brinell da superfície. Efeito  Brinell é um processo de desgaste na qual marcas semelhantes são pressionadas para dentro da superfície de uma peça em movimento ou parada, tais como rolamentos ou êmbolos hidráulicos. O efeito Brinell é geralmente indesejável.


  •  Falso Efeito Brinell nos Rolamentos de motores, o que é:
Falso Efeito Brinell é uma falha da superfície do material causado por estresse de contato. E geralmente ocorre em situações em que uma força significativa é distribuída sobre uma área de superfície relativamente pequena. Falso Efeito Brinell (Imagem 01) resulta tipicamente de uma carga de impacto ou pesada acometendo o mesmo ponto, quer enquanto parado ou durante a rotação.

Imagem 01: Efeito Falso Brinell em uma pista de rolamento de esferas.  

Mas comumente o Efeito Falso Brinell é causado por uma carga pesada que descansa sobre uma chumaceira (mancal) estacionária por um período de tempo prolongado. O resultado é um dente permanente ou "marca brinell" (Imagem 02) conhecido popularmente como calo. As marcas de Brinell, muitas vezes aparecem em padrões uniformemente espaçados ao longo do rolamento (pista). É uma causa bastante  comum de falhas em rolamentos de motores elétricos que estão parados ou próximo de outras maquinas que provocam vibrações, com essas vibrações o lubrificante tende a escapar da zona de carga, deixando nuas (Sem filme lubrificante) as superfícies de contato entre elementos rolantes e pistas. A energia da vibração acarreta então o Efeito Falso Brinell e em consequência peeling (Descascamento) do metal. As partículas arrancadas se oxidam como no caso da corrosão de contato e seu poder abrasivo contribui para a aceleração do fim da vida útil do seus rolamentos.


Image 02: Falso efeito Brinell em estado avançado numa pista de rolamento de esferas.


Outra causa comum do Efeito Falso Brinell é o uso de procedimentos de instalação impróprio. 
Efeito Falso Brinell muitas vezes ocorre quando pressiona-se os rolamentos em seu alojamento ou em eixos. Cuidados devem geralmente ser tomados, medidas para assegurar que a pressão aplicada seja na pista de rolamento adequada para evitar a transferência de pressão a partir de uma pista para a outra através das esferas ou rolos. Ao ser aplicada força na pista errada, efeito Falso Brinell pode ocorrer  em uma ou ambas as pistas. O ato de aperto ou de prensagem também pode deixar marcas Brinell, especialmente se o torno ou prensa tem mandíbulas serrilhada ou superfícies rugosas. Placas de prensagem planas são muitas vezes utilizados na prensagem dos rolamentos, enquanto o cobre macio, de latão, alumínio são muitas vezes utilizados em tornos e prensas para ajudar a evitar marcas de Brinell ao ser forçado para dentro da peça de trabalho.

Este formas das marcas de desgaste causado pelos elementos de rolagem nas pistas do rolamento, deixam um desgaste padrão irregular que se assemelha ao efeito Brinell. No entanto, as marcas são geralmente muito grande e não correspondem exatamente a forma do rolamento e, portanto, este tipo de desgaste pode ser diferenciado do verdadeiro efeito Brinell que se utilizar de uma esfera de aço endurecido ou metal duro com 10 mm de diâmetro com uma carga de 3000 kgf. Para materiais mais moles a carga pode ser reduzida para 1500 kg ou 500 k para reduzir endentação excessiva. A carga total é normalmente aplicada por 10 ou 15 segundos no caso de ferro fundido ou aço , e pelo menos durante 30 segundos para outros metais. Por este motivo o nome Falso Efeito Brinell.



Não se esqueça que o rolamento eterno não existe e por mais perfeita que seja sua geometria, por mais performante que seja seu aço, um rolamento tem uma duração de vida limitada. O diagnóstico correto e precoce de uma avaria pode permitir evitar sua agravação e danos severos a seu motor elétrico e ainda prevenir o mesmo tipo de problema em outros rolamentos de outros motores, levando em conta agora que você já sabe a causa raiz.


Clique aqui download de 03 apostilas em PDF com as principais falhas de rolamentos e tabela com fotos reais para comparativo.

O QUE É O FATOR DE SERVIÇO DE UM MOTOR ELÉTRICO.


Fator de serviço é representado pelas letras (FS), sendo ele um multiplicador que, quando aplicado à potência nominal do motor elétrico, indica a carga que pode ser acionada continuamente sob tensão e freqüência nominais e com limite de elevação de temperatura do enrolamento. A utilização do fator de serviço implica uma vida útil inferior aquela do motor com carga nominal. O fator de serviço não deve ser confundido com a capacidade de sobrecarga momentânea que o motor pode suportar. Para este caso, o valor é geralmente de até 60% da carga nominal durante 15 segundos. Quando o fator de serviço FS = 1,0 significa que o motor não foi projetado para funcionar continuamente acima de sua potência nominal. Isto, entretanto, não muda a sua capacidade para sobrecargas momentâneas. A IEC 60034-1 especifica os fatores de serviço usuais por potência.

Exemplo:
Um motor com a corrente de 8,7A e FS 1,15, Sua corrente máxima admissível = 8,7A x 1,15 = 10,00A. Sendo assim seu motor pode funcionar em regime continuo com uma corrente de 10A, desde que a temperatura do seu motor seja respeitada, conforme a sua classe térmica.









O que é a Classe térmica de um equipamento elétrico?

A classe térmica designa as classes de temperatura dos materiais isolantes elétricos utilizados em maquinas, aparelhos e equipamentos elétricos com base na temperatura máxima que podem suportar em condições normais de operação durante a sua vida útil.
As classes de temperatura dos materiais isolantes e as temperaturas limites que lhes são atribuídas são as seguintes:




Classe Y:
Classe de temperatura que compreende materiais ou combinações tais como algodão, seda e papel. Podem ser incluídos nesta classe outros materiais ou combinações dos mesmos, se por meio de ensaio ou pela experiência, ficar demonstrada a sua capacidade de suportar satisfatoriamente a temperatura atribuída a classe Y.


Classe A:
Classe de temperatura que compreende materiais tais coma algodão, seda e papel, imersos em líquidos dielétricos tais coma óleos isolantes, ou convenientemente impregnados ou revestidos. Podem ser incluídos nesta classe outros materiais ou combinações dos mesmos, se por meio de ensaios ou pela experiência, ficar demonstrada a sua capacidade de suportar satisfatoriamente a temperatura atribuída a classe A.


Classe E:
Classe de temperatura que compreende materiais ou combinações dos mesmos, cuja capacidade de suportar satisfatoriamente a temperatura de 120°C que é atribuída a classe E e que ficou demonstrada por meio de ensaios ou pela experiência a sua capacidade de suportar satisfatoriamente a temperatura.


Classe B:
Classe de temperatura que compreende materiais ou combinações dos mesmos tais como mica, fibra de vidro, amianto etc, com aglutinante inpregnante ou revestimento adequados. Podem ser incluídos nesta classe outros materiais ou combinações dos mesmos não necessariamente inorgânicos, se por meio de ensaios ou pela experiência, ficar demonstrada a sua capacidade de suportar satisfatoriamente a temperatura atribuída a classe B.


Classe F:
Classe de temperatura que compreende materiais ou combinações dos mesmos tais como mica, fibra de vidro, amianto etc, com aglutinante inpregnante ou revestimento adequados. Podem ser incluídos nesta classe outros materiais ou combinações dos mesmos não necessariamente inorgânicos, se por meio de ensaios ou pela experiência, ficar demonstrada a sua capacidade de suportar satisfatoriamente a temperatura atribuída a classe F.


Classe H:
Classe de temperatura que compreende materiais ou combinações dos mesmos, tais como elastômeros de silicone, mica, fibra de vidro, amianto etc., com aglutinante impregnante ou revestimentos adequados tais coma resinas de silicone. Que por meio de ensaios ou pela experiência, ficar demonstrada a sua capacidade de suportar satisfatoriamente a temperatura atribuída a classe H.


Classe c:
Classe de temperatura que compreende materiais ou combinações dos mesmos, tais como mica, porcelana, vidro, quartzo, com ou sem aglutinantes inorgânicos. Que por meio de ensaios ou pela experiência, ficar demonstrada sua capacidade de suportar satisfatoriamente temperaturas acima de 180°C.


Método de impregnação:
Pode-se considerar coma tal quando em um material ha penetração de substancias apropriadas, tais coma vernizes, resinas, massas etc., nos seus espaços vazios em grau suficiente para unir adequadamente os componentes da estrutura isolante, além de formar uma película superficial adequada que impeça a penetração de ar, umidade, poeira, ou outros contaminantes.


Método de revestimento:
Pode-se considerar coma tal quando um é recoberto por substancias apropriadas, tais coma vernizes, resinas, massas etc., num grau tal que assegure um perfeito comportamento.


Em vista destes fatores o fabricante de equipamentos deve certificar-se de que a seleção de materiais para uma aplicação é apropriada as condições de serviços considerados.


A norma que regulamenta a classe térmica é ABNT NBR IEC 60085:2017 


Esta Norma faz a distinção entre as classes térmicas para sistemas de isolação elétrica e materiais isolantes elétricos. Ela estabelece os critérios para a avaliação da durabilidade térmica dos materiais isolantes elétricos MIE e dos sistemas de isolação elétrica (SIE). Ela também estabelece o procedimento para a designação das classes térmicas.



SIMULADORES DE PARTIDAS ELÉTRICAS

Estou disponibilizando para download,  um conjunto de vários simuladores em flash,  das principais partidas elétricas encontradas atualmente na indústria. Esses simuladores são muitos simples e intuitivos, permitindo assim ao usuário interagir facilmente para realizar as simulações. E não esqueça de ter instalado em sua maquina o Adobe Flash Player para o simulador poder funcionar.

Você poderá simular uma partida de motor elétrico trifásico do tipo: partida direta, partida por chave compensadora ou auto trafo, estrela triangulo, direta com reversão, partida com duas velocidades em um motor dahlander e uma partida consecutiva utilizando três motores.



Faça logo abaixo o download destes simuladores, que sem dúvidas irão te auxiliar didaticamente ou até mesmo em sua carreira profissional.

Tamanho (download): 3,77Mb
Tamanho (Descompactado): 7,38Mb



Relé térmico bimetálico ou relé de sobrecarga

A função do Relé bimetálico é atuar desligando o motor antes que o limite de deterioração seja atingido. O relé assume a proteção contra sobrecarga das cargas elétricas (motores), dos condutores de alimentação e dos outros dispositivos de manobra. 

Os relés térmicos bimetálicos de sobrecarga são construídos com a função de proteção do sistema elétrico de potência (motores) contra sobrecarga de longa duração, falta de fase. São passíveis também de auxiliar na identificação de defeitos, de atuar disparando alarmes, sinalizações e de abrir contatores. 

Estes dispositivos de proteção objetivam evitar o aquecimento elevado da fiação interna do motor quando ocorre uma circulação de corrente acima da tolerada nos seus enrolamentos. Este aquecimento acarreta a redução da vida útil do motor e também desgasta a isolação dos seus enrolamentos internos.



Principio de funcionamento 

Os relés de sobrecarga têm seu princípio de funcionamento baseado na diferente dilatação de dois elementos metálicos (lâminas), que possuem diferentes coeficientes de dilatação térmica. As lâminas bimetálicas são envolvidas por uma bobina pela qual passa a corrente de carga. 

Na ocorrência de uma falta de fase, sobrecarga ou queda de tensão acentuada, consequentemente ocorre um aumento da corrente elétrica. Tal corrente provoca na bobina um aquecimento, e por transferência de calor (efeito joule) o par de lâminas também é aquecido. 

As lâminas unidas rigidamente (soldadas) uma à outra, então aquecidas neste momento, dilatam-se diferentemente, provocando modificações no seu comprimento e forma. O aquecimento das lâminas é provocado pela corrente, que ultrapassou valores determinados. O aquecimento excessivo de uma das duas extremidades do par bimetálico irá provocar o curvamento da sua outra extremidade, acarretando em um pequeno movimento físico, aproveitado para acionar (movimentar) os contatos do relé.


Partes constituintes do relé de sobrecarga 

  •  Botão embutido e giratório. Ajusta a corrente nominal da carga. Acionado com uma chave fenda ou Philips. 
  •  Botão verde (alguns modelos), pressionável reset (modelo foto acima).  ambos formam o conjunto de teste para verificar se o relé está em condições normais de atuação. O botão de test ao ser acionado, com o auxilio de uma ferramenta de pequeno porte, mostra a letra T. Nesta condição, os dois contatos auxiliares do relé são invertidos, ou seja, o aberto se fecha e o fechado se abre. Para retornar os contatos às posições de repouso originais, pressiona-se o botão verde ou reset (varia a cada modelo).
  • Botão vermelho stop ao ser pressionado o contato auxiliar NF 95-96 serão abertos. É um botão que testa mecanicamente a inversão do contato NF do relé. Não atua sobre o contato NA. 
  • Botão destrava H ou A. O relé é ajustado pela fábrica para religamento manual (H) e com bloqueio contra religamento automático. Nesta situação, para ligar novamente a carga devemos acionar manualmente o botão de reset ou verde do relé bimetálico. A letra H (hand) indica posição manual e a letra A indica posição automática. 
  • Terminal A2 para bobina do contator. Usado quando o relé bimetálico for acoplado fisicamente aos contatos do contator, omitindo o terminal A2 da bobina. Para outras opções de fixação do relé (painéis, trilhos) este terminal não é utilizado ou é inexistente. 
  • Um contato auxiliar NF e um NA.

Vantagens do relé de sobrecarga sobre os fusíveis 

  • O relé de sobrecarga compensa automaticamente as mudanças de temperatura ambiente, porque o seu funcionamento depende da temperatura dos seus elementos térmicos. 
  • O relé térmico pode ser ajustado, dentro de determinada faixa de corrente. 
  • O relé pode ser testado. 
  • O relé possui certo retardo (curva térmica), não operando durante a partida. 
  • Os fusíveis são descartáveis e relé térmico não.

Simbologia

Os relés de sobrecarga são representados nos diagramas elétricos, como se segue:




Nota: Relé térmico bimetálico ou relé de sobrecarga, como elementos de proteção que são, o seu uso é indispensável na proteção de motores trifásicos. O mesmo só pode ser substituído por disjuntor motor ou eletrônicos similares (soft-start e inversores de frequência).







VÍDEO AULA 02 MEGÔHMETRO

Nesta vídeo aula iremos utilizar um megôhmetro da Megabras modelo Mi5500e.




Este instrumento é usado para executar testes de isolação.
Seu princípio de funcionamento consiste em geração e aplicação de uma tensão que pode variar de 500 até 5.000 Volts em um equipamento, fazendo então a leitura do fluxo de corrente entre duas partes do equipamento (ex: a carcaça de um motor e seu bobinado). Ao final da postagem clique no link e assista a vídeo aula.


Exemplo: Um motor elétrico de qualquer instalação esteja parado/desligado durante um período prolongado, 2 dias por exemplo, onde o mesmo esteja sujeito às intempéries do tempo, faz-se o teste para verificar o nível de umidade no interior do motor, entre enrolamento e carcaça, ou seja, o nível de isolação interna do motor. Com esta leitura pode-se então, o profissional, avaliar se o motor pode ser ativado/ligado ou não.



A regra geral para avaliar esta isolação é:

A resistência de isolação mínima recomendada com o enrolamento do

motor a 40°C é dada pela equação:
Rm = kV + 1
onde
Rm é a resistência em Megaohms.
kV é a tensão nominal de linha do motor, em quilovolts

Assim: se um motor é ligado em tensão de rede 440 VCA, a resistência mínima para ligar o motor é: 1,440 MegaOhms. ( Rm= 440+1MegaOhms).


Fatores que afetam a resistência de isolação

Umidade:
Uma película úmida se  formará na superfície da  isolação caso a temperatura do enrolamento esteja no ponto de orvalho do ar ambiente ou  abaixo.

Temperatura:
A maioria dos materiais varia sua resistência de isolação na razão inversamente proporcional a sua temperatura.

Estado da superfície:
Materiais depositados na superfície de isolação, tais como pó de carvão podem reduzir a resistência de isolação.

Magnitude da tensão contínua de ensaio:
A tensão de ensaio deve ser compatível com a tensão nominal do motor, para evitar queima do motor e evitar a diminuição da resistência com o aumento da tensão aplicada.

Duração da aplicação da tensão contínua de ensaio:
A resistência de isolação de um enrolamento aumenta com a duração da aplicação da tensão contínua.

Carga residual no enrolamento:
Sempre descarregue os enrolamentos para evitar carga residual nos mesmos.


Clique aqui e assista a vídeo aula



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CURVA DOS DISJUNTORES O QUE É.

A instalação de um disjuntor é uma questão de segurança, e por se tratar de uma questão de segurança , deve ser levada muito a sério. Conhecer bem as caraterísticas de funcionamento dos componentes elétricos é um diferencial nos profissionais, qualquer eletricista conhece um disjuntor, mas poucos sabem como eles funcionam. Dimensionar um disjuntor e dimensiona-lo corretamente é muito mais delicado do que simplesmente saber qual a corrente do equipamento, circuito ou instalação ao qual se quer proteger. Na verdade, se tem que saber exatamente qual tipo de carga será instalada.



Para cada tipo de carga foi estipulado uma curva de ruptura para o disjuntor e essas curvas foram separadas em categorias B, C e D.
A curva de ruptura do disjuntor é o tempo em que o disjuntor suporta uma corrente acima da sua corrente nominal por determinado tempo. Além do período de tempo as curvas de rupturas estipulam o quanto maior essas correntes podem ser em relação as correntes nominais. 
Quando se tem uma equipamento muito delicado necessita-se que a interrupção do circuito seja muito rápida, para que o equipamento não seja danificado, em compensação na partida de um motor por exemplo, para que este saia do estado de inércia e chegue a sua velocidade máxima uma grande corrente é necessária no instante da partida, nestes casos o disjunto tem que suportar a corrente alta durante um período de tempo maior.

Segue abaixo os detalhes e as características das respectivas curvas de um disjuntor.

Curva B

Um disjuntor curva B possui curva de ruptura entre 3 a 5 vezes o valor de corrente nominal, podemos dar como exemplo um disjuntor de 30 A, que atuaria a uma corrente entre 90A e 150A.
Estes disjuntores são utilizados em redes de baixa intensidade (baixa demanda de corrente em caso de curto circuito) ou onde a demanda de corrente de partida do equipamento é baixa, como instalações elétricas residenciais, cargas resistivas, tomadas, equipamentos domésticos entre outros.

Curva C

Um disjuntor curva C possui curva de ruptura entre 5 a 10 vezes o valor de corrente nominal, podemos dar como exemplo um disjuntor de 30 A, que atuaria a uma corrente entre 150A e 300A.
Estes disjuntores são utilizados em redes de média intensidade (média demanda de corrente em caso de curto circuito), como ligação de bobinas, motores, sistemas de comando, entre outros.

Curva D

Um disjuntor curva D possui curva de ruptura entre 10 a 20 vezes o valor de corrente nominal, podemos dar como exemplo um disjuntor de 30A, que atuaria a uma corrente entre 300A e 600A.
Estes disjuntores são utilizados em redes de alta intensidade (alta demanda de corrente em caso de curto circuito), transformadores de grande porte ou partida de grandes motores.

Não existe contudo disjuntores de curva A, o motivo é para que o A da curva não seja confundido com o A de ampere, unidade de corrente elétrica.



O QUE É CHAVE FIM DE CURSO OU MICROSWITCH

Uma chave fim de curso, ou do inglês microswitch, é um termo genérico usado para referir-se a um comutador elétrico que é capaz de ser atuado por uma força física muito pequena. Ela é muito comum devido ao seu pequeno custo e extrema durabilidade, normalmente maior que 1 milhão de ciclos e acima de 10 milhões de ciclos para modelos destinados a aplicações pesadas. Possui um contanto normal fechado , que quando a extremidade é tocada, comuta o contato , evitando a passagem da corrente.


Esse tipo de sensor é muito utilizado em máquinas industriais e em portões automáticos de garagem, por exemplo. Na robótica, pode-se seu utilizar esse sensor para impedir que um robô caia de uma mesa, para indicar que ele bateu em uma parede ou até mesmo como medida de segurança para impedir que algum motor seja forçado.
A função principal deste componente é “avisar” o comando que determinada situação foi alcançada, como por exemplo, uma parte móvel da máquina chegou numa determinada posição ou ao fim de seu percurso.  

Quanto aos elementos de contatos, são possíveis algumas combinações de acordo com o fabricante. Segue abaixo imagem dos contatos internos de um modelo simples encontrado facilmente no mercado brasileiro.


O acionamento de uma chave fim de curso pode ser efetuado por meio de um rolete mecânico ou de um rolete escamoteável (imagem abaixo), também conhecido como gatilho. Existem, ainda, chaves fim de curso acionadas por uma haste apalpadora, do tipo utilizada em instrumentos de medição como, por exemplo, num relógio comparador.


Esta chave fim de curso acima, acionada por gatilho, somente inverte seus contatos quando o rolete for atuado da esquerda para a direita. No sentido contrário, uma articulação mecânica faz com que a haste do mecanismo dobre, sem acionar os contatos comutadores da chave fim de curso. Dessa forma, somente quando o rolete é acionado da esquerda para a direita, os contatos da chave se invertem permitindo que a corrente elétrica passe pelos contatos do 11 para o 14 e seja desligado o contato entre o 11 e 12. Ao ser cessado o acionamento, os contatos retornam à posição inicial, ou seja, 11 interligado com 12 e 11 desligado do 14 .


Atualmente na industria, existe uma grande aplicação de fim de cursos, seja ela em guindastes, esteiras, elevadores, maquinas etc. Por esse motivo temos diversos tipos e modelos de fim de curso disponível.


O QUE É, E COMO FUNCIONA UM RELE DE TEMPO.

Rele temporizador ou simplesmente rele de tempo ou timer, é o termo utilizado para denominar qualquer relé com a capacidade de realizar operações de chaveamento com manipulação de tempo.



As principais funções desse tipo de relé são retardo na energização e retardo na desenergização e geração de pulsos.

O mecanismo do relé temporizador manipula a comutação de um mecanismo relé eletromecânico, esse mecanismo pode ser desempenhado por um sistema eletromecânico, com eletrônica convencional ou por um sistema microprocessado.

Podem funcionar de duas maneiras:

Ondellay: Quando a bobina de um rele temporizador on-delay é energizada (ou no caso de modelos de estado sólido as entradas), os contatos mudam os estados depois do um tempo pré determinado.
Offdelay: Quando a bobina ou entrada de um rele temporizador off-delay é energizada, os contatos mudam imediatamente os estados e depois de um tempo pré determinado voltam para a posição original.

São muitas as aplicações possíveis para esse tipo de relé, dentre as principais:

· Prevenção de sobrecarga no sistema de potência durante partidas de motores

· Ligação de motores de estrela pra triângulo

· Padronização de sinais para CLP’s

· Auxilio na Automação e sincronismo industrial

· Chaves compensadoras e quadros de comando


Para a correta especificação de um temporizador é necessário observar:

Escala de Tempo - significa o intervalo de tempo que este temporizador precisa ter para operar no sistema que ele será aplicado.
Ex: 0-1min ou 0-30min ou 0-60min

Função - é o mesmo que dizer, como este temporizador irá operar, Este aspecto tem que ser observado com muita atenção pois a função do temporizador definirá o resultado da ação que este tomará quando for acionado.
Ex: Retardo na energização (Função E) - o temporizador inicia uma contagem de tempo imediatamente quando alimentada sua bobina, porém o seu contato (saída) só é acionada após o tempo determinado.
Ex: Retardo na desenergização (A) - nesta função o relé ou a saída do temporizador é acionada imediatamente quando o pulso de start é acionado, porém estando o temporizador ainda alimentado, no momento em que o pulso de start é retirado o temporizador inicia sua contagem e finaliza sua operação ao final do tempo pré-determinado.

Alimentação - tensão que existe disponível  para seu funcionamento.
Ex: 24 VDC, 110VAC , 220VAC

Contato - é a "saída" do temporizador que na grande maioria dos casos é um relé, porém existe uma tendencia de uso de temporizadores com saída TRIAC ou MOSFET, denominados temporizadores de Estado Sólido, por oferecerem uma vida elétrica quase que infinita.

No campo industrial, temporizadores são largamente utilizados em processos produtivos, sejam estes, microprocessados ou com eletrônica convencional. Apesar da diminuição de seu uso com a aparição de novas tecnologias como por exemplo o Controlador lógico programável ou CLP como comumente é chamado, os fabricantes de temporizadores continuam a investir pesado em novas tecnologias que resultam em produtos mais flexíveis. Como é o caso dos timers CIM-multifunções, multi tensão, multi escalas.

A principal vantagem no uso destas tecnologias é a redução de custo para as industrias e consequentemente redução dos custos de suas manutenções. Quando aplicado a necessidade industrial um temporizador com tecnologia CIM pode substituir facilmente mais de 400 possibilidades de temporizadores de eletrônica convencional uma vez que nesta tecnologia o profissional de manutenção pode selecionar dentre as opções praticamente todas as variáveis necessárias para a especificação de um temporizador.




CONFIGURANDO UM INVERSOR CFW09 DA WEG PARA ACIONAR UM MOTOR REMOTAMENTE COM ACELERAÇÃO E DESACELERAÇÃO DE 10 SEGUNDOS E MUDANÇA DO SENTIDO DE GIRO.



O modo de operação do inversor ocorre através de sua parametrização, que é realizada através da IHM (Interface Homem Maquina) ou via computador (software)



Todos os ajustes no inversor são feitos através de parâmetros que são indicados no display através da letra P seguida de um número. Exemplo (P101).


Para realizar a programação do inversor deve-se alterar o conteúdo dos parâmetros.
Para alterar o valor de um parâmetro é necessário ajustar antes P000 =0 para P000=5 (habilita alteração dos parâmetros). Caso contrário só será possível visualizar os parâmetros mas não modificá-los.

Iremos realizar o roteiro  da parametrização para funcionar um motor via remoto, com aceleração e desaceleração de 10 segundos e mudança do sentido de rotação.


1º- Parâmetros do Motor, são dados do motor em uso: informações contidas nos dados de placa do motor.


  • Primeiramente alteramos o parâmetro  P000 =0 para P000=5 (habilita alteração dos parâmetros)
  • P400 Tensão nominal do motor: 0 a 690V
  • P401 Corrente nominal do motor
  • P402 Rotação nominal do motor: 0 a 18000 rpm
  • P403 Freqüência nominal do motor (Brasil 60Hz) 
  • P404 Potência nominal do motor: 1 a 1600 CV
  • P406 Tipo ventilação do motor: Forçada ou Natural (Autoventilado ou Vent. independente)
  • P202=2 Este parâmetro define o Tipo de Controle.
2º- Parâmetros de Configuração, definem as características do inversor, as funções a serem executadas, bem como as funções das entradas digitais.
  • P100 Define o tempo (segundos) para acelerar linearmente de 0 até a velocidade máxima:
  • P101 Define o tempo (segundos) para desacelerar linearmente da velocidade máxima até 0 rpm.
  • P133 Define limite de velocidade mínima do motor quando o inversor é habilitado.
  • P134 Define limite de velocidade máxima do motor quando o inversor é habilitado.
  • P220 Define o modo de operação do inversor, Via IHM (local) ou Entradas digitais (remoto). Selecionar P220=1.
  • P222 Referência de velocidade remota do  motor. Selecionar P222=0 ou seja, velocidade a ser ajustada para o motor será realizada pelas teclas ↑↓. Poderemos variar a velocidade pelas teclas, mas sempre dentro do limite ajustado em P133 e P134 .

  • P223 Seleção do sentido de rotação do motor: Horário/Anti-Horário. Selecionar P223=4 ou seja, mudança de rotação via entrada digital.
  • P227 Comando para ligar  e desligar remotamente o inversor. Selecionar P227=1 ou seja escolhemos ligar e desligar o inversor toda vez que uma entrada digital for acionada. 
A entrada digital de um inversor, nada mais é que um contato on/off. Vamos a um exemplo com a foto abaixo: Os bornes 1-2-3-4-5 e 6 são as entradas digitais do inversor, para que ela funcione teremos que alimenta-la com 24Vcc que sai do borne 9. Então toda vez que eu alimentar a entrada digital 2 com 24Vcc a mesma ira executar a função (inverte rotação) que esta programada e assim sucessivamente 9-3, 9-4...até 9-6. A seguir iremos programa as funções das entradas digitais.


  • P263 Seleciona a função da entrada digital DI1. Selecionar P263=1 que vai funcionar assim, toda vez que fechar 9-1 o inversor vai da permissão para o motor poder ligar quando fecharmos as outras entradas digitais. Como mostra no desenho acima, a mesma foi jampeada, e quem desejar poderá  também utilizar um botão de emergência em serie com a mesma, caso o botão de emerg. fosse acionado abriria o contato do 9-1 assim desligando o inversor.
  • P264 Seleciona a função da entrada digital DI2. Selecionar P264=0 que vai funcionar assim: Toda vez que fechar o 9-2 o motor irar mudar o seu sentido de rotação. Como exemplo podemos utilizar um botão que toda vez que for acionado o motor ira girar em sentido diferente.
  • P265 Seleciona a função da entrada digital DI3. Selecionar P265=2 que tem função de Habilita geral. Toda vez que acionada, o inversor verifica se a DI1 esta fechada e liga o motor fazendo o mesmo começar  a girar ate a velocidade programada em P002. Atenção: não confundir velocidade programa em P002 com velocidade mínima e velocidade máxima que foi ajustada no P133/P134. 
  • P266 Seleciona a função da entrada digital DI4. Selecionar P266=14 que tem a função de STOP. Toda vez que acionada o inversor irá desligar o motor fazendo o mesmo desacelerar até para de girar conforme ajuste do P101.
As outras entradas digitais P267, P268 deixar elas configuradas para =0 ou seja sem função.
Todos os botões utilizados nas entradas digitais 2-3-4 são do tipo pulsador, e caso queira implementar um botão de emergência na entrada digital 1 que seja do tipo fixo com contatos NF.